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PÁSCOA, DEVEMOS CELEBRAR?


PÁSCOA, DEVEMOS CELEBRAR?

“Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR” (Êxodo 12:11).


Chegamos na semana onde cristãos se rendem à comemoração da Páscoa. Reúnem seus familiares em torno desta celebração. Mas o que a Bíblia tem a ensinar-nos sobre o assunto Páscoa? Muitos são os que a celebram, sem saber do seu significado.


O texto bíblico indica que a Páscoa foi uma ordenança instituída por Deus para o povo hebreu que saiu do cativeiro do Egito. Assim eles a deveriam celebrar pelas gerações seguintes para não esquecer que tinham sido escravos no Egito e que Deus, com mãos poderosas, o libertou das garras de Faraó. Era ritual da Antiga Aliança.


“Esta noite se observará ao SENHOR, porque, nela, os tirou da terra do Egito; esta é a noite do SENHOR, que devem todos os filhos de Israel comemorar nas suas gerações” (Êxodo 12:42).


Você é um israelita? Ainda que seja, você não deve comemorar a Páscoa. Ela foi instituída para que o povo hebreu celebrasse a saída do cativeiro do Egito. Ela teve o seu ciclo encerrado. Jesus pôs fim à celebração da Páscoa e em seu lugar instituiu a Ceia do Senhor (Lucas 22:14-20).


A Páscoa era o memorial da Antiga Aliança, enquanto a Ceia é o memorial da Nova Aliança. Estamos debaixo da Nova Aliança. Vivemos a era da dispensação da graça e não da lei. Celebramos o Novo Concerto e não o Antigo Pacto. Estamos debaixo do pacto da graça. Aleluia!

“Porque o SENHOR passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o SENHOR aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir” (Êxodo 12:23).


O sangue do cordeiro aqui era o símbolo do sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29). Da mesma forma que o sangue para os hebreus foi o sinal da libertação do cativeiro do Egito, o sangue de Cristo na cruz é o sinal da nossa libertação do cativeiro de Satanás. Aquele apontava para este. Lá Deus mandou sacrificar cordeiros, machos sem defeitos. Na Nova Aliança, o Cordeiro de Deus também é macho e sem defeito, verteu Seu sangue na cruz para nos redimir do cativeiro do pecado (I Pedro 1:18-21).


“O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito” (Êxodo 12:13).


O sangue aspergido nas vergas das portas das casas era o sinal de Deus para que o anjo da morte passasse por cima, pulasse aquela casa ou passasse de largo. Isso indica que o termo “páscoa”, é uma palavra que vem do hebraico – pesah –, associada ao verbo pasah, que significa saltar ou passar por cima, passagem ou passar além da marca.


Logo, “páscoa” é passagem, ou pular além da marca. Ao dizer: “feliz Páscoa”, você está dizendo: “feliz pular além da marca, feliz passagem, feliz passar de largo. Isto não faz sentido!


“Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR” (Êxodo 12:12).


Quase todos os ídolos do Egito eram semelhantes a algum animal, com feições humanas. A morte do primogênito de cada tipo de animal era para mostrar a falibilidade e a impotência das divindades que eles criam que os protegiam.


A Páscoa foi o ritual da passagem e da libertação do cativeiro do Egito, da Antiga Aliança, que cumpriu os seus propósitos. Jesus veio inaugurar a Nova Aliança. Nesse sentido, nosso compromisso é com o ritual da Nova Aliança e não da Velha. É com a Ceia do SENHOR e não com a Páscoa.


“Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa do SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou” (Êxodo 12:26-27).


O texto reforça a compreensão de que a “páscoa” não é ritual a ser celebrado pelos cristãos, pois este foi dado aos filhos de Israel. A Páscoa foi o sacrifício imposto por Deus para libertação do povo hebreu do cativeiro do Egito.


A Nova Aliança tem o Cordeiro de Deus como o Cordeiro Pascal, vez que o ritual da Antiga Aliança apontava para o ritual da Nova Aliança. Agora não é mais o sacrifício da Páscoa, mas o descanso na Obra de Redenção consumada por Jesus na Cruz do Calvário.


“Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal foi imolado” (I Coríntios 5:7).


O apóstolo Paulo se utiliza da metáfora para mostrar que Cristo é a nossa Páscoa; Ele é nosso libertador, foi d’Ele o sangue vertido na cruz para a nossa libertação do pecado e do cativeiro de Satanás.


O memorial a ser celebrado na Nova Aliança não é o da Páscoa, mas o da Ceia, onde na cruz, Jesus Cristo garantiu a nossa redenção, trocou a natureza adâmica e implantou naqueles que creem a natureza divina mediante a nossa morte e ressurreição, pela fé, juntamente com Ele.


"Ele é o Cordeiro de Deus, por isso é o Cordeiro Pascal que deve ser celebrado. Este é o memorial da Nova Aliança."


Louvado e engrandecido seja o nome do SENHOR!


Amém e amém!


Pr Nilton Oliveira



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